Quinta-feira, Dezembro 03, 2020
Alianças

História e Tradição das Alianças de Casamento

A palavra aliança tem origem no latim “alligare” que significa relação de proximidade e de união. Ora então, fazer uma aliança com alguém significa fazer um pacto, assumir um compromisso. Assim, um anel definido como aliança representa, na nossa cultura, um pacto de união entre um casal.
É importante salientar que a história das alianças não é única e universal, pois existem várias vertentes de acordo com as mais variadas religiões e culturas. Vejamos alguns exemplos:

Egípcios

Este povo é considerado pioneiro nesta área, pois foram os primeiros a trocarem anéis entre casais como símbolo de amor e união. E porquê um anel? Para este povo o círculo era um símbolo muito poderoso que representava a vida eterna, pois não tinha início nem fim, assim como o espaço vazio dentro do círculo significava o portão para um mundo desconhecido, logo seria o mais adequado para simbolizar também o amor imortal entre as pessoas. Eram feitos de couro ou tecidos. Muito respeitados nesta cultura, e colocados no quarto dedo da mão esquerda uma vez que acreditavam ser o único dedo com uma veia que conduzia directamente ao coração.

Gregos

Foi Alexandre, o Grande, que implementou o uso de alianças na Grécia, sendo estas confeccionadas em ferro imantado por forma a garantir que os corações dos noivos permanecessem para sempre conectados, mantendo a atração. Para eles a aliança era também símbolo de respeito e afeição. Mas não eram apenas os casais apaixonados que usavam alianças. Na Grécia, as alianças serviam também para presentear amigos ou pessoas importantes, era uma espécie de anel de amizade. Mas que boa ideia!

Romanos

Com este povo a história não foi tão romantizada, pois acredita-se que eles adoptaram o uso da aliança após terem conquistado a Grécia o que levou à fusão do mundo greco-romano, logo assumiram que todos aqueles que casavam teriam de usar alianças. Adoptaram também a crença dos egípcios que defendia o uso das alianças no quarto dedo da mão esquerda e também a sua simbologia de amor e união. Contudo, era também um símbolo de posse. Os romanos acreditavam que iriam ter posse das mulheres se lhes oferecessem um anel.

Árabes /Asiáticos

Era muito comum usarem alianças puzzle, isto é, anéis que possuem o mesmo formato e são facilmente separados. São simples de montar e desmontar. E eram estes anéis que os homens mais ricos e poderosos do Médio Oriente usavam como alianças de casamento. Contudo, as suas esposas também era obrigadas a usarem um “anel quebra cabeças” quando os maridos estavam ausentes com objectivo de ele saber se a esposa tinha sido desleal durante esse período em que ele estava fora de casa. Então, como as mulheres casadas não podiam sair de casa sem aliança de casamento, eles retiravam o anel do dedo delas que era feito para se desmontar após a sua remoção e que apenas com muita habilidade e conhecimento seria possível ser montado novamente. Eles acreditavam que as esposas não tinham habilidade para tal, mas talvez não estivessem tão certos assim.

China

A cultura chinesa defende, ainda hoje, que cada dedo da mão representa um membro da família. Assim, os polegares representam os pais; os indicadores os irmãos; o dedo médio a própria pessoa, o dedo mínimo os filhos e o dedo anelar representa o amor com quem partilhamos a nossa vida. Também defendiam, assim como os egípcios, que o anel era o melhor objecto para simbolizar o amor eterno uma vez que o círculo não tem início nem fim.

Europa

A nossa Europa, há muitos anos atrás, quando o amor ainda era transmitido através de cartas e poemas, apelidava estes anéis de “anel de poesia”, e eram oferecidos como símbolo de amor, fidelidade e promessa de união eterna.

América

Na época colonial, alguns acessórios e jóias foram proibidos pois tinham conotação negativa. Eram considerados inutilidades morais. Para contornar esta restrição, as mulheres deram novo significado ao dedal (que todos nós conhecemos como objecto de costura) como símbolo amor e união eterna. E assim, após o casamento, elas removiam a parte inferior dedal e este ganhava forma de uma verdadeira aliança de casamento. Olhem que ideia inteligente para contornar as regras.

Surpreendidos? Qual foi a vossa história preferida?

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